Recursos naturais
No México os recursos minerais são abundantes e variados.
Podem-se encontrar quase todos os minerais conhecidos com destaque para a
prata, além de carvão, ferro, ouro, cobre, chumbo, mercúrio
e zinco. As reservas de petróleo e gás natural são abundantes,
com alguns dos maiores depósitos do mundo localizados perto da baía
de Campeche.
Agricultura e pecuária
Num país considerado como semi-árido, a produção
agrícola está sujeita às variações dos
regimes fluviais. Apesar disso, os projetos de irrigação aumentaram
o valor das terras de baixo cultivo e a conservação dos solos
aumentou a produção.
Em 2003 os principais produtos agropecuários do México foram:
milho, trigo, cevada, arroz, legumes, batata, café, algodão,
cana de açúcar, fruta e hortaliças.
Entre os rebanhos pecuários de 2003 estavam as vacas, ovinos, caprinos,
mulas, asnos e aves.
Silvicultura e pesca
Aproximadamente 29% do país estão cobertos por bosques. Devido
o desmatamento incontrolado de ricas áreas madeireiras a exploração
florestal está atualmente bastante controlada pelo governo. México
manufatura importante quantidade de produtos florestais, entre eles madeira,
chicle, resinas, tanino, quina e outras substâncias.
Os bancos pesqueiros mais importantes localizam-se nas proximidades das costas
da baixa Califórnia, no golfo do México e nas costas do Pacífico,
desde o estado de Jalisco até Chiapas. A indústria pesqueira
está administrada por sociedades cooperativas que têm o monopólio
de certos produtos.
Entre os crustáceos destaca a jaiba (uma espécie de caranguejo),
a lagosta e o camarão. Esse último é extraído
nas costas de Campeche e Sinaloa e são exportados principalmente para
os Estados Unidos. Os moluscos mais capturados são as lapas burras,
os caracóis, os polvos, entre outros.
Também é importante a pesca de numerosas espécies de
água doce. A captura de tartarugas marinhas para o consumo de sua carne
foi freada nos últimos anos já que é uma espécie
protegida.
Indústria
A indústria mexicana é uma das mais desenvolvidas da América
Latina. Nos últimos anos algumas empresas estadunidenses investiram
grandes quantidades de dinheiro em modernas e bem equipadas instalações
nas quais se produzem veículos a motor e outros objetos de consumo
para o mercado desse país.
As principais plantas industriais do México também abrangem
as de fabricação de máquinas, aparelhos eletrônicos,
refinarias de petróleo, empacotamento de alimentos, produção
de papel e algodão, processamento de tabaco e de açúcar.
Outros produtos industriais são os têxteis, o ferro e o aço,
os produtos químicos, os fertilizantes, o cimento, o vidro, a cerâmica
e os artigos de pele.
Energia
Cerca de 79% da eletricidade no México é produzida em instalações
térmicas, 14% em plantas hidrelétricas, 4% em plantas nucleares
e 3% a partir de fintes geotérmicas.
Turismo
Mundialmente, o México ocupa o sétimo lugar em captação
de turistas internacionais e o décimo primeiro em captação
de divisas.
Transporte
O sistema ferroviário mexicano, que está privatizado, tem
17.697 km de vias. A extensão das estradas é de 329.532 km (1999),
dos quais 33% estão pavimentados.
Varias autopistas atravessam o país, entre elas quatro rotas principais,
que vão desde a fronteira com Estados Unidos até a capital da
República Mexicana e formam parte da rodovia Pan-americana.
O transporte aéreo se desenvolveu de maneira intensiva e atualmente
o país conta com mais de 1.700 aeroportos e pistas de pouso. As principais
companhias aéreas são Aeroméxico e Mexicana de Aviação.
Fonte: www.ciberamerica.org
economia do México
O México é a décima terceira maior economia do globo
e o quinto maior produtor mundial de petróleo, ocupando a oitava posição
no “ranking” dos exportadores mundiais. Simultaneamente, o México
tem sido um dos principais recipientes dos fluxos de investimento estrangeiro
entre os países em vias de desenvolvimento.
As políticas de estabilização macro-económica
adoptadas desde o final da década de 80, o processo de reformas estruturais
e a liberalização do comércio contribuíram de
forma decisiva para a rápida transformação da economia
mexicana na última década. Apesar da crise financeira de 1994-1995,
o México exibiu um crescimento médio acima dos 3% durante esse
período, o que contrasta com a estagnação virtual da
economia durante os anos 80.
O processo de transformação económica do México
no período de 1988-1994 foi caracterizado pela diminuição
do peso do Estado na economia, a qual se traduziu na redução
significativa do número total de empresas públicas, e pela desregulamentação
de vários sectores económicos, incluindo o financeiro. Paralelamente,
assistiu-se à gradual liberalização das relações
com o exterior, através da assinatura de acordos de comércio
(dos quais se destaca o “North American Free Trade Agreement”
ou NAFTA) e da simplificação do regime de investimento estrangeiro,
por forma a torná-lo mais atractivo.
O processo de reformas combinado com a adopção de políticas
de estabilização macro-económica contribuiu para um acentuado
ritmo de crescimento da economia mexicana durante a primeira metade da década
de 90, baseado num forte dinamismo da procura interna e das exportações.
Simultaneamente, a manutenção de uma política de desvalorização
deslizante do peso permitiu a redução gradual da taxa de inflação.
Neste contexto, e atendendo à manutenção de baixas taxas
de juro, as contas públicas registaram igualmente uma melhoria significativa.
No entanto, a manutenção de uma política de desvalorização
deslizante num contexto de diminuição da taxa de inflação
implicou uma apreciação real da moeda mexicana que, combinada
com um forte crescimento da procura interna e a liberalização
do comércio externo, conduziu a um aumento significativo dos défices
das balanças comercial e corrente. Em 1994, o agravamento dos desequilíbrios
externos e a decisão do Governo em substituir dívida de longo
prazo por títulos a 1 ano, num contexto de instabilidade política
típica de anos de eleições, implicaram uma perda de confiança
dos operadores dos mercados internacionais, os quais desencadearam um ataque
especulativo sem precedentes contra a moeda mexicana. Neste contexto, as autoridades
viram-se forçadas a deixar flutuar o peso sem conseguirem, no entanto,
evitar a saída maciça de capitais estrangeiros do país.
A crise cambial teve efeitos devastadores sobre o sistema financeiro nacional,
pondo em causa a sua solvência devido à quase exaustão
das reservas internacionais do país e à necessidade de pagamento
dos títulos de dívida pública de curto prazo emitidos
em 1994. Neste contexto, as autoridades mexicanas foram forçadas a
adoptar uma política de austeridade em 1995, a qual se traduziu numa
quebra do PIB de 6,2% e no aumento significativo do nível geral de
preços. Na segunda metade da década de 90, a adopção
de políticas económicas prudentes permitiu a recuperação
gradual da economia mexicana e o restabelecimento da confiança dos
investidores internacionais.
Apesar do bom desempenho em termos macro-económicos, persistem ainda
uma série de problemas estruturais que têm contribuído
para a deterioração da competitividade externa da economia mexicana,
destacando-se o excesso de burocracia, a relativa ineficiência da administração
pública, o mau estado de conservação das infra-estruturas
de transportes, em particular da rede rodoviária, a falta de investimento
nos sectores da educação e investigação científica,
a rigidez no mercado de trabalho, entre outros. Pela primeira vez na história
do México, nenhum partido político tem uma maioria absoluta
no Congresso Nacional, o que tem implicado uma relativa paralisia do sector
legislativo e impedido a realização das reformas consideradas
necessárias para o país poder concorrer num mercado cada vez
mais aberto e competitivo.
Fonte: www.portugalnews.pt
Economia do México
O México possui a segunda maior economia da América Latina
e a 12ª maior economia mundial.
A economia do México baseia-se no comércio, na indústria,
na agricultura e na exploração mineira.
Entre os produtos industriais estão os equipamentos para os transportes,
os produtos alimentares, as bebidas, o tabaco, os produtos químicos,
os produtos metálicos, os produtos minerais, os derivados do papel
e os têxteis.
| Indicadores – Ano 2006 |
| PIB Nominal |
US$ 824,36 bilhões |
| PIB - Variação Real |
3,5 % |
| PIB per Capita |
US$ 7.696 |
| Exportações |
US$ 250,30 bilhões |
| Importações |
US$ 256,13 bilhões |
| Saldo |
- US$ 5,83 bilhões |
Fonte: FMI
Balança Comercial de Produtos do Setor Eletroeletrônico Brasil
e México
As exportações de produtos do setor para o México,
no ano 2006, atingiram US$ 311,3 milhões, o que representou 6,6% das
vendas externas para os países que compõem a Aladi (US$ 4,7
bilhões) e 3,5% das exportações totais do setor (US$
9,0 bilhões).
Exportações do Setor Eletroeletrônico
Brasil para o México - Janeiro-Dezembro
| Áreas |
US$ mil |
Var % |
| 2005 |
2006 |
| Automação Industrial |
16.266,4 |
22.805,1 |
40,2% |
| Componentes |
153.593,2 |
144.524,8 |
-5,9% |
| Equipamentos Industriais |
24.859,2 |
22.878,6 |
-8,0% |
| GTD |
17.798,2 |
24.210,2 |
36,0% |
| Informática |
23.412,0 |
21.507,7 |
-8,1% |
| Material de Instalação |
12.787,1 |
17.600,6 |
37,6% |
| Telecomunicações |
11.523,6 |
16.412,6 |
42,4% |
| Utilidades Domésticas |
39.941,9 |
41.364,8 |
3,6% |
| Total |
300.181,5 |
311.304,4 |
3,7% |
Os Componentes Elétricos e Eletrônicos (US$ 144,5 milhões)
foram responsáveis por quase a metade do total exportado de produtos
do setor para o México. Dentre eles destacaram-se os itens de eletrônica
embarcada (US$ 39 milhões), motocompressores herméticos (US$
38 milhões) e componentes para equipamentos industriais (US$ 20 milhões).
Em seguida, vieram as vendas de Utilidades Domésticas (US$ 41 milhões),
destacando as ferramentas elétricas manuais (US$ 16 milhões).
Produtos mais Exportados do Setor Eletroeletrônico
Brasil para o México - Janeiro-Dezembro
| Produtos |
US$ mil |
Var % |
| 2005 |
2006 |
| Eletrônica Embarcada |
36.972 |
39.370 |
6% |
| Motocompressor Hermético |
14.928 |
37.825 |
153%
|
| Componentes p/ Equips Industriais |
19.969 |
20.070 |
1% |
| Outros Equipamentos de Informática |
9.041 |
19.823 |
119% |
| Ferramentas Elétricas Manuais |
18.389 |
16.146 |
-12% |
| Outros Material Elétrico de Instalação |
9.948 |
14.196 |
43% |
| Comp. para Utilidades Domésticas |
19.396 |
13.292 |
-31% |
| Outros Equips de Automação Industrial |
9.535 |
12.664 |
33% |
| Motores e Geradores |
15.194 |
12.355 |
-19% |
| Cinescópios |
25.472 |
11.999 |
-53% |
O México é a maior origem das importações brasileiras
de bens do setor dos países que compõem a Aladi. No ano de 2006
somaram US$ 435,3 milhões, representando 66% do total importado dos
países deste bloco (US$ 659,7 milhões) e 2% do total de produtos
da indústria eletroeletrônica (US$ 18,7 bilhões).
Importações do Setor Eletroeletrônico
Brasil do México - Janeiro-Dezembro
| Áreas |
US$ mil |
Var % |
| 2005 |
2006 |
| Automação Industrial |
5.799,5 |
7.559,9 |
30,4% |
| Componentes |
217.972,4 |
263.336,0 |
20,8% |
| Equipamentos Industriais |
3.260,5 |
11.393,0 |
249,4% |
| GTD |
3.108,0 |
3.979,2 |
28,0% |
| Informática |
39.021,0 |
46.968,4 |
20,4% |
| Material de Instalação |
3.571,8 |
5.882,7 |
64,7% |
| Telecomunicações |
22.125,5 |
74.499,7 |
236,7% |
| Utilidades Domésticas |
19.455,9 |
21.712,8 |
11,6% |
| Total |
314.314,6 |
435.331,6 |
38,5% |
A maior parte das importações do México foi de Componentes
Elétricos e Eletrônicos, que totalizaram US$ 263,3 milhões,
dentre eles, destacaram-se os semicondutores (US$ 81 milhões) e cinescópios
(US$ 63 milhões).
Ressalta-se que os quatro produtos mais importados do México são
Componentes Elétricos e Eletrônicos.
Produtos mais Importados do Setor Eletroeletrônico
Brasil do México - Janeiro-Dezembro
| Produtos |
US$ mil |
Var % |
| 2005 |
2006 |
| Semicondutores |
41.045 |
80.927 |
97% |
| Cinescópios |
76.784 |
62.688 |
-18% |
| Componentes para Informática |
28.888 |
45.685 |
58% |
| Componentes para Telecomunicações |
35.377 |
39.887 |
13% |
| Equipamentos para Telefonia Pública |
4.064 |
28.367 |
598% |
| Outros Equipamentos de Informática |
13.269 |
22.113 |
67% |
| Telefones Celulares |
3 |
17.694 |
659.884% |
| Máquinas p/ Processamento de Dados |
13.725 |
14.833 |
8% |
| Eletrônica Embarcada |
13.820 |
10.726 |
-22% |
| Aparelhos Telefônicos |
5.185 |
10.323 |
99% |
Os dados detalhados da Balança Comercial de Produtos do Setor Eletroeletrônico
do Brasil, do Brasil com os países que compõem a Aladi e do
Brasil com o México, para associadas, encontram-se em Reservado.
Fonte: www.abinee.org.br
Economia do México
A economia do México é uma das maiores da América Latina
e a 12ª economia mundial (medida pelo seu PIB PPC), com PNB de US$753,394
bilhões de dólares. [4]
O país faz parte do tratado internacional chamado APEC (Asia-Pacific
Economic Cooperation), um bloco econômico que tem por objetivo transformar
o Pacífico numa área de livre comércio e que engloba
economias asiáticas, americanas e da Oceania.
| Economia do México |
| Moeda |
Peso mexicano |
| Organizações de comércio |
OMC, NAFTA, G-3 e outras |
| Estatísticas |
| Produto Interno Bruto |
US$ 1,134 trilhões (2006) |
| % de cresc. do PIB |
4,5% (2006) |
| PIB per capita |
US$ 10 600 (2006) |
| PIB por setor |
agricultura 3,9%,
indústria 25,7%,
comércio e serviços 70,5% (2006) |
| Inflação anual |
3,4% |
| População abaixo da linha de pobreza |
40% (2003) |
| Força de trabalho |
38,09 milhões |
| Força de trabalho por setor |
agricultura 18 %,
indústria 24 %,
comércio e serviços 58 % (2003) |
| Desemprego |
3,2 %
(o sub-emprego é estimado em 25% - 2006) |
| Principais indústrias |
alimentos e bebidas, tabaco, produtos químicos,
ferro e aço, petróleo, têxteis, roupas,
bens de consumo duráveis, turismo |
| Parcerias comerciais |
| Exportações (US$) |
248,8 bilhões f.o.b. (2006) |
| Principais produtos exportados |
manufaturados, petróleo e derivados,
prata, frutas, verduras e legumes, café, algodão |
| Principais mercados |
Estados Unidos 85,7%, Canadá 2%,
Espanha 1,4% (2005) |
| Importações (US$) |
253,1 bilhões (2005) |
| Principais produtos importados |
máquinas industriais, produtos de aço,
equipamentos agrícolas, elétricos,
autopeças, aviões e peças de aviação
|
| Principais parceiros |
Estados Unidos 53,4%,
República Popular da China 8%,
Japão 5,9% (2005) |
| Finanças públicas |
| Dívida externa |
US$ 178,3 bilhões (2006) |
| Receitas totais (US$) |
196,5 bilhões |
| Despesas (US$) |
196,2 bilhões |
| Ajuda econômica recebida |
US$ 1,166 bilhões (1995) |
História
A estabilidade política, a variedade de recursos naturais e a afluência
de capitais estrangeiros, sobretudo americanos, possibilitaram o crescimento
da economia mexicana a partir da década de 1940. O vertiginoso crescimento
da população nesse período foi amplamente superado pelo
o aumento da população, o que tornou o sistema econômico
mexicano uns dos mais sólidos e diversificados da América Latina,
com reflexo na elevação do nível médio de vida
da população. A intervenção estatal no sistema
produtivo é acentuada. São estatizados setores inteiros, como
o do petróleo (explorado pela PEMEX, estatal criada em 1938) e o da
energia elétrica (desde de 1960).
Agricultura e pecuária
A aridez torna improdutiva grande parte do território mexicano, o
restante tem relevo demasiadamente irregular para o aproveitamento agrícola.
As zonas que permitem o cultivo não ultrapassam 15% do território
embora algumas sejam extraordinariamente férteis o produzem varias
safras por ano. No final do século XX a agricultura absorvia um terço
de mão de obra, mas seu produto bruto era muito inferior da industria
e dos serviços.
Há no México dois setores agrícolas bem diferenciados.
O setor da agricultura tradicional de subsistência tem mudado pouco
desde séculos: baseasse no cultivo de pequenas lavouras para com sumo
próprio de milho, feijão, abóbora e nas terras quentes,
algumas frutas tropicais como o abacate. A legislação agrária
tem dificultado a introdução de uma agricultura moderna. A proibição
dos latifúndios levou a proliferação de propriedades
comunitárias e de pequenos sítios ou granjas familiares, encapas
dos investimentos necessários a exploração mecanizada
da terra. Em algumas zonas, entretanto, a agricultura extensiva consegui excelentes
resultados.
Os cultivos comerciais, cuja a produção se destina ao mercado
nacional e internacional, são praticados principal mentes nas novas
zonas irrigadas do norte (trigo, milho, arroz, hortaliças, algodão),
nas planícies costeiras do Golfo do México (cana-de-açúcar)
e nas terras temperadas e quentes de Vera Cruz e no sul do país, o
café.
A pecuária bovina de grande importância, aproveita os pastos
extensivos e também os campos irrigados do norte e as pradarias dos
planaltos no centro do país.
Nas cercanias das grandes cidades se desenvolve a produção
leiteira. Segue-se em importância econômica a criação
de suínos, e em menor escala de ovinos.
Pesca e recursos florestais
A costa mexicana e muito piscosa. A pesca marítima se desenvolve
na segunda metade do século 20, com destaque, pelo volume de captura,
para os postos da baixa Califórnia. Quase todos as empresas pesqueiras
são organizadas em cooperativas. As espécies mas abundantes
são os tunídeos, a sardinha e a anchovinha na costa da Califórnia,
enquanto no golfo da Califórnia, no litoral sul do pacifico em algumas
zonas do golfo do México se pescam camarões, em grande parte
destinadas a exportação. O potencial pesqueiro, tanto na baixa
Califórnia como no golfo do México, e muito alto. Grande parte
da cobertura arbórea, sobre tudo no México central, foi desmatado
em excesso, com as seqüelas de erosão, perda de solo e deterioração
dos micro climas locais. Mesmo assim, a extensos bosques de pinheiros e cedros,
entre outras madeiras nas partes altas das cerras Madri, e bosques tropicais,
com abundantes madeiras de lei, em yucatan, techauante pec e no sudeste do
país. As principais madeiras exploradas são o pinho e o cedro.
O México importa pasta para papel, pois a sua produção
e insuficiente.
Mineração
O México e o terceiro produtor mundial de prata, o quarto de enxofre,
o quinto de chumbo e de mercúrio e o sexto zinco. São também
explorados comercialmente: gás, fosfatos naturais, sal, ouro, minério
de ferro, manganês, níquel e outros. Entretanto o extrativismo
mineral tem diminuído de importância relativa com o desenvolvimento
da indústria e da agropecuária. A produção comercial
de petróleo começou em1901, e em 1988 o México ocupava
o 5º lugar como produtor mundial. As reservas estimam-se em 54 bilhoes
de barris.
Indústria
A produção industrial mexicana começou a sair da fase
artesanal no fim do século XIX. O verdadeiro desenvolvimento do setor
manufatureiro, no entanto, ocorreu na década de 1940, quando a Segunda
Guerra Mundial impôs uma política de substituição
das importações de bens de consumo. As industrias têxteis
e alimentícias se seguiram, na segunda metade do século XX,
grandes indústrias químicas, petroquímicas, siderúrgica,
mecânicas e outras dedicadas a fabricação de bens de consumo
duráveis, como automóveis e eletrodomésticos. A excessiva
concentração industrial na cidade do México, em Monte
Rei e Guadalajara, levaram o governo a criar núcleos de desenvolvimentos
em outras áreas.
Finanças,comércio e turismo
O sistema financeiro mexicano é comandado pelo Banco Central do México,
que regula a política monetária e de financiamento. Funcionam,
além disso, numerosas instituições de crédito
especializadas. Em meio a uma crise financeira, foram estatizados os bancos
privados, em 1982. A medida foi suavizada em meados da década, quando
se autorizou a propriedade privada de um terço do capital.
O México e tradicionalmente, explorador de minerais e produtos manufaturados.
Nas ultimas décadas do século XX, o desenvolvimento da industria
leve começou a modificar a composição das exportações,
com o crescimento da importância dos produtos industrializados, e das
importações, entre os quais se destacava, pelo volume, a maquinaria
pesada. A partir da década de 1970, os maiores componentes das exportações
passaram a ser petróleo, gás natural e seus derivados. O crônico
déficit comercial do país foi revertido a partir de 1982, quando
o México passou a registrar considerável superávit. Apesar
disso, e das divisas provenientes do turismo, a balança de pagamentos
ainda e fortemente pressionada pelo serviço da dívida externa,
uma das maiores do mundo.
O principal fornecedor do México, e o maior mercado de produtos mexicanos
é os EUA, de onde provém a maior parte do capital estrangeiro
investido no país assim como a tecnologia empregada nas suas indústrias.
Há uma grande dependência econômica dos EUA apesar das
restrições impostas pelo governo aos investimentos estrangeiros
em setores estratégicos e do permanente esforço para manter
o país livre de influências estrangeiras.
Nas cidades da fronteira norte, cujos gastos constituem importante fonte
de divisas. Também tem importância o turismo cultural, dirigido
de preferência a capital, a seus museus e arredores, e as principais
cidades históricas. O turismo de luxo se localiza nas praias do Pacífico
sul.
Transporte e comunicação
Na segunda metade do século XX foi construída uma rede rodoviária
que interliga as grandes e medias cidades de todo o México.
Na década de 1960 desenvolveu-se um sistema de rodovias federais de
alta velocidade, que legam a capital a Puebla, Querétaro Cuernavaca
e Toluca. A rodovia panamericana a travessa o país a o longo de 2mil
quilômetros. Já a rede básica de ferrovias sofreu poucas
mudanças desde a época que foi construída, nas 2 ultimas
décadas do século XIX. Fortemente centralizada na capital do
país, consta de 3 linhas fundamentais que a liga ao norte e outra que
dirige para o sul.
Cerca da metade do comércio exterior e feita por via marítima.
Também e importante o carregamento de petroleiros diretamente das plataformas
da baia de Compeche. Uma extensa rede de gasoduto e oleodutos une os centros
produtores, processadores e consumidores.
O transporte aéreo é muito desenvolvido. Os primeiros serviços
de passageiros e correio foram criados em 1921. Além da capital, as
principais cidades e núcleos turísticos dispõem de aeroportos
internacionais, quase todas as cidades de alguma importância estão
ligadas entre si por vôos regulares. Do México se pode voar diretamente
para vários países da América e da Europa. As maiores
cidades mexicanas são servidas por modernos sistemas de telecomunicações
internacionais e nacionais.
Produtos importantes do México
Agricultura: cana de açúcar, milho, sorgo, trigo, laranja,
tomate, banana, feijão, batata, uva, algodão. Pecuária
e pesca: bovinos, suínos, caprinos, ovinos, eqüinos, camarão,
sardinha, anchova. Mineração: petróleo, gás natural,
carvão, ferro, cobre, zinco, chumbo, manganês, prata, ouro, enxofre
e urânio. Indústrias: maquinas e equipamento de transporte, maquina
elétricas, alimentos e bebidas, produtos químicos, tecidos,
metalurgia, papel, calçado.
Outras informações
|
Pauta de exportação
|
maquinaria e equipamento de transporte, manufaturas, petróleo
e derivados, alimentos, minerais. |
| Pauta de importação |
maquinaria e equipamento de transporte, manufaturas, minerais, alimentos,
matérias-primas. |
| Principais Parceiros Comerciais |
EUA, Canadá, Japão, Espanha, Chile, Brasil. |
| Exportações brasileiras (2000) |
1.711.340.831,00 (O México é o nono mais importante parceiro
comercial do Brasil). |
| Importações brasileiras(2000) |
US$ 753.750.709,00 |
Fonte: pt.wikipedia.org